quarta-feira, 23 de março de 2011

Lixo Artístico

Arte e lixo combinam? Com muita criatividade, professora do ICT provou que sim e ensinou alunos a transformar os restos de materiais em obras de arte. Peças podem ser vistas pelos corredores do colégio; mosaicos que geralmente são feitos de vidros passaram a ser feitos de pedaços de frascos plásticos usados. No final do ano, a decoração de Natal será toda feita com garrafas PET.

Blog – De onde partiu a ideia de trabalhar a reciclagem de materiais com os alunos?

Andrezza – A ideia surgiu a partir de uma proposta da escola. A diretora Denise, que sempre abordou a questão do lixo reciclável, me propôs que uníssemos criatividade e reciclagem. Daí, eu comecei a perceber que o frasco do xampu e do detergente são frascos que não têm utilidade nenhuma. São simplesmente poluentes. E como hoje a equipe de marketing, o designer e o publicitário se preocupam tanto com os desenhos e materiais e até procuram explorar bem as cores, eu pensei por que não criar algo a partir disso na arte. E um dia eu resolvi recortar aquele plástico e surgiu a ideia dos mosaicos. Comecei a ter essa ideia de criar essas obras, porém com esse recurso plástico. Eu pude perceber que a proposta foi muito gratificante porque eu consegui fazer com que isso virasse arte e que retornasse para sociedade com outro olhar, o reaproveitamento desse frasco que era inutilizável.

Blog – Qual a faixa etária envolvida no projeto?

Andrezza – Esse projeto é apropriado para qualquer faixa etária, mas aqui no colégio ICT eu trabalhei com os alunos do 1º ano do Ensino Médio. Até por que o colégio possui um grande número de alunos e é necessário que ele aprenda se conscientizar e valorizar o recurso que tem. Até por questões financeiras, achei que era legal ele construir a partir do que não era mais utilizado.

Blog – Qual o tipo de material utilizado?

Andrezza – Frasco de xampu, detergente, bacia de sorvete, a madeira que é o suporte básico, colo de isopor e rejunte de piso. É o mesmo processo que se utiliza para fazer os mosaicos normais.

Blog – Além do material coletado aqui no colégio, quais são os outros pontos de coleta desses materiais?

Andrezza – A própria casa. Eles começaram a conscientização no seu próprio lugar de vivência. Imagine se todos começarem a juntar todo xampu. Frasco, bacia de sorvete, já vai ter um grande ganho para nossa sociedade até por que isso vai realmente para o lixo, poluir o meio ambiente e durante anos por que o plástico demora muito tempo para se decompor.

Blog – Como os alunos receberam a ideia de trabalhar com materiais reciclados?

Andrezza – A princípio eles estranharam, mas quando foram vendo que a proposta era interessante, eles ficaram surpresos com o retorno do trabalho. Ver um simples frasco se tornar uma arte desse porte e ver que as pessoas admiram, compram a ideia, querem fazer também é muito gratificante. Então foi realmente surpreendente.

Blog – Você conseguiu perceber uma melhora no interesse dos alunos com o tema?

Andrezza – Com certeza, o retorno disso foram os trabalhos que eles deixaram na escola, doaram. Os alunos que entraram este ano, já estão apaixonados, estão doidos para poder começar. Foi uma proposta inovadora e enriquecedora, acrescentou algo para eles.

Blog – Pretende dar continuidade ao tema ao longo do ano?

Andrezza – Sim, porque preservar o meio ambiente é a nossa meta para o resto da vida. Por que se não preservarmos vamos ter o que para nosso futuro? É algo inquestionável, preservar sempre, mudar sempre e criar sempre.

Blog – Houve mudanças no colégio e na atitude dos alunos com o começo desse trabalho?

Andrezza – Sim, o interesse aumentou, eles querem participar mais. Até quem não é aluno, é funcionário e professor, quer participar da aula, quer estar envolvido. Foi uma ideia que os alunos compraram e estão muito entusiasmados. Até porque é um recurso barato e que nós temos um retorno: a arte, que enriquece o repertório cultural.

Blog – Você tem outros projetos que envolvem a reciclagem?

Andrezza – Temos as pinturas que são feitas em papel Paraná, que é reciclável e até o guache é um recurso natural, tem um baixo teor de química. É um trabalho que também ajuda ao meio ambiente porque não usamos tela e sim o papel reciclável. Nós também vamos fazer mais para o final do ano um trabalho com as garrafas PET, o Natal Reciclado.

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Colégio ICT e as Novas Tecnologias



Em 2011, o Colégio ICT, visando ampliar as possibilidades de uso de conceitos de tecnologia educacional, passa a utilizar o seu laboratório de informática como espaço acadêmico e social para formar cidadãos inovadores e empreendedores, no qual suas habilidades e competências serão desenvolvidas através das novas tecnologias educacionais.
O Curso de Educação Tecnológica: Introdução à Robótica Educacional trabalha com objetivos que desenvolvem estas habilidades através de cinco conceitos tecnológicos: Estruturas e Forças, Alavancas, Rodas e Eixos, Engrenagens e Polias.
Utilizaremos, não só computadores, como outras ferramentas de ensino e de apoio como: Kits de Robótica Educacional da divisão educacional da LEGO, Kits de Ciência e Tecnologia na Infância e programas multimídias desenvolvidos especialmente para o curso.

Educação Tecnológica com Lego-Dacta

A robótica está muito mais próxima de todos nós do que se pode imaginar. Vivemos cercados de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos comandados por controle remoto que possuem seu lado “robô”. Uma simples hélice usada para misturar alimentos, se associada a um software, para ser comandada, pode ser considerada um robô. A base para o desenvolvimento de robôs é a associação da mecânica ao comando de softwares. Hoje, os robôs são usados em pesquisas científicas para nos trazer informações de lugares inacessíveis ao homem como nas profundezas do mar ou em pesquisas espaciais como na missão Mars Pathfinder, na exploração do planeta Marte.
Podemos ver que a robótica já está presente em nosso cotidiano, logo, não é de se estranhar a sua inserção também no ambiente educacional na forma de robótica educacional ou pedagógica. A robótica educacional é caracterizada por ambientes de aprendizagem que reúnem materiais de sucata ou kits de montagens compostos por diversas peças, motores e sensores controláveis por computador e softwares que permitem programar o funcionamento dos modelos montados. Neste ambiente, busca-se o desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, através de duas formas de trabalho: uma abordagem que prioriza a execução de instruções contidas em tutores multimídia, enquanto outra dá liberdade para que o aluno crie e experimente soluções.
As variações dentro desses métodos dependem dos objetivos do projeto desenvolvido. Existem atualmente no mercado diversos produtos industrializados voltados para este fim: as peças de Lego, mais especificamente o Lego-Dacta, as peças de K-nex, diversas interfaces para o controle dos dispositivos eletro-mecânicos, e softwares como o MegaLogo e o Lego Cad. Como complemento, podem ser utilizados materiais de sucata, como restos de madeira, isopor, papelão, latas, peças de computadores desmontados, etc, procurando conscientizar os alunos sobre a necessidade de reaproveitamento de materiais e a contenção do desperdício, auxiliando assim o desenvolvimento de uma consciência ecológica e menos consumista. Desta forma, a robótica educacional promove o desenvolvimento de diversas habilidades: motricidade, raciocínio, socialização e reflexão sobre si e seu papel no mundo, tornando-se uma ferramenta preciosa segundo os critérios da LDB (Lei de Diretrizes e Bases) e os PCNs (Programas Curriculares Nacionais), ao contribuir para diminuir as fronteiras entre a vida cotidiana e a tecnologia.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Bullying nas escolas

O bullying começou a ser pesquisado há cerca de dez anos na Europa, quando se descobriu o que estava por trás de muitas tentativas de suicídio entre adolescentes, sem receber a atenção da escola ou dos pais, que geralmente achavam as ofensas bobas demais para terem maiores consequências, a vítima recorria a uma medida desesperada.
O bullying é um problema que sempre esteve presente e ultimamente tem sido fonte de preocupação de pais, professores, pedagogos e psicólogos.
O bullying acontece entre crianças e adolescentes de todas as classes sociais, por violência moral, opressão, intimidação e ameaças de forma intencional e repetida. Isso inclui gozações, apelidos maldosos que magoam e podem causar sérios prejuízos emocionais, como perda de autoestima e exclusão social. Quando identificado um autor e uma vítima, sendo que nem toda brincadeira deve ser caracterizada como bullying, ambos devem ser orientados e encaminhados a uma ajuda especializada.
Atualmente, várias escolas já implantaram políticas anti bullying, assim como o Colégio ICT que tem grande preocupação com a integridade de seus alunos. Quando identificado o problema é logo sanado através da realização de um trabalho socioeducativo orientado pela equipe técnica pedagógica em parceria com a família.

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