Fala
galera, aqui mais uma vez é o Ricardo Linhares, e hoje vou escrever sobre a
KuKluxKlan.
A
KuKluxKlan, também conhecida como KKK, era uma organização secreta racista que
teve seu início no final do século XIX nos Estados Unidos. Foi fundada em 1866
no Tenessee, como um clube que reunia veteranos confederados, da Guerra Civil
Americana.
A origem do
nome “KuKlux” aparentemente vem da palavra grega “Kyklos”, que significa
círculo. O “Klan” teria sido colocado para dar melhor
sonoridade ao nome, além de fazer referencia aos velhos clãs. Com o tempo o KKK
se tornou uma entidade de resistência à política liberal imposta pelos estados
do norte após a Guerra Civil. O grupo promovia atos de violência e intimidação
contra os negros, na defesa de uma supremacia branca no país.
Os membros
da KKK adotaram capuzes brancos e roupões fantasmagóricos para esconder suas
identidades e assustar as vítimas. Em 1870 o governo americano decidiu
enfrentar a organização e em 1882, a Suprema Corte do país declarou
inconstitucional a existência da KKK. "Ela parecia ter desaparecido
durante os últimos anos da década de 1880, mas foi revivida em meados do século
20", foi o que disse a historiadora e jornalista PatsySims, da Universidade
de Pittsburgh. A nova KKK surgiu em 1915, na Geórgia, e passou a ser movida não
só pelo ódio contra os negros, agora também pregava o nacionalismo e a
xenofobia. "Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua
violência os imigrantes, além de católicos, judeus e negros", afirma
Patsy. Com mais de 4 milhões de membros, a nova KKK passou a ter como símbolo
uma cruz em chamas.
A nova KKK
passou a perdeu força novamente depois da Grande Depressão dos anos 30, mas
voltou a ativa na década de 60, durante os movimentos pelos direitos civis que
defendiam a igualdade racial nos Estados Unidos. Os grupos anti-Klan deram o
golpe final na organização no fim da década de 70 ao atingir o bolso dos
líderes racistas, exigindo grandes indenizações para vítimas de seus atos
violentos. "Embora a KuKluxKlan ainda exista, sua força hoje é pequena. A
maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa
da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao
neonazismo", afirma Patsy.
Ricardo Linhares

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