sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O clã do racismo



Fala galera, aqui mais uma vez é o Ricardo Linhares, e hoje vou escrever sobre a KuKluxKlan.
A KuKluxKlan, também conhecida como KKK, era uma organização secreta racista que teve seu início no final do século XIX nos Estados Unidos. Foi fundada em 1866 no Tenessee, como um clube que reunia veteranos confederados, da Guerra Civil Americana.
A origem do nome “KuKlux” aparentemente vem da palavra grega “Kyklos”, que significa círculo. O “Klan” teria sido colocado para dar melhor sonoridade ao nome, além de fazer referencia aos velhos clãs. Com o tempo o KKK se tornou uma entidade de resistência à política liberal imposta pelos estados do norte após a Guerra Civil. O grupo promovia atos de violência e intimidação contra os negros, na defesa de uma supremacia branca no país.
Os membros da KKK adotaram capuzes brancos e roupões fantasmagóricos para esconder suas identidades e assustar as vítimas. Em 1870 o governo americano decidiu enfrentar a organização e em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da KKK. "Ela parecia ter desaparecido durante os últimos anos da década de 1880, mas foi revivida em meados do século 20", foi o que disse a historiadora e jornalista PatsySims, da Universidade de Pittsburgh. A nova KKK surgiu em 1915, na Geórgia, e passou a ser movida não só pelo ódio contra os negros, agora também pregava o nacionalismo e a xenofobia. "Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua violência os imigrantes, além de católicos, judeus e negros", afirma Patsy. Com mais de 4 milhões de membros, a nova KKK passou a ter como símbolo uma cruz em chamas.
A nova KKK passou a perdeu força novamente depois da Grande Depressão dos anos 30, mas voltou a ativa na década de 60, durante os movimentos pelos direitos civis que defendiam a igualdade racial nos Estados Unidos. Os grupos anti-Klan deram o golpe final na organização no fim da década de 70 ao atingir o bolso dos líderes racistas, exigindo grandes indenizações para vítimas de seus atos violentos. "Embora a KuKluxKlan ainda exista, sua força hoje é pequena. A maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao neonazismo", afirma Patsy.

Ricardo Linhares

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